segunda-feira, 29 de setembro de 2008

U2 - Sunday Bloody Sunday

Boas! Já que estamos em maré de U2, mais um vídeo dos irlandeses. Sunday Bloody Sunday, ao vivo em Red Rocks, Estados Unidos, em 1983, durante a War Tour. Talvez a música mais emblemática da banda, tornou-se um hino para várias gerações. Uma canção que fala dos confrontos civis na Irlanda. Realmente, um momento muito inspirado dos quatro de Dublin...


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Já agora, aqui fica também a capa oficial do single e a capa do single editado no Japão.


U2 - With or without you

Boas! U2 ao vivo em Boston, Elevation Tour, With or without you! Uma música agora banal frequentadora das playlist de rádios, mas uma música com um início muito estranho para a época em que foi escrita, comparada com o que se fazia na altura. Em grande estilo a guitarra de The Edge, como que um sussurro, inconfundível....



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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Boas! Hoje vou falar de uma banda que me enche as medidas! Vamos voar de Manchester até Londres, para falar um pouco dos Clash. Na minha opinião, a melhor banda rock da cena punk, diferenciando-se das outras por absorver diferentes cores musicais, elementos de outros correntes musicais (reggae,por exemplo), e incluí-las na sua música, com uma eficácia notável. Penso que se destinguem de outras bandas "punk", que seguem uma linha musical muito rígida,baseada no 1,2,3 das baquetas e... siga. Por tudo isto, recomendo Clash, o Singles é um bom álbum para se conhecer a banda, mas também London Calling, Sandinista ou Combat Rock o são. Espero que gostem do artigo e das fotos, e até à próxima...




THE CLASH

The Clash foi um grupo de punk/rock de Londres, Inglaterra, que tocou de 1976 até 1985. Uma das bandas mais aclamadas pela crítica da época, os The Clash foram famosos por incorporarem na sua música elementos reggae, funk, rockabilly, entre outros. A banda demonstrava uma sofisticação lírica e política que os distinguia da maioria das outras bandas do movimento punk. As suas apresentações ao vivo eram consideradas explosivas.




Formação e primórdios da banda

Formados originalmente por Joe Strummer (John Mellor, vocais e guitarra rítmica), Mick Jones (vocais, guitarra), Paul Simonon (baixo e vocais), Keith Levene (guitarra) e Terry Chimes ("Tory Crimes" - bateria), os Clash formaram-se em Londres, em 1976, durante a primeira vaga do punk britânico. Strummer fazia parte dos The 101ers e Jones e Simonon da lendária banda de proto-punk London SS. Por influência do empresário Bernie Rhodes, Levene e Simonon recrutaram Strummer. Estavam formados os The Clash.
Keith Levene foi o guitarrista da banda neste começo, mas depois de 5 concertos abandonou o grupo sob circunstâncias ambíguas.
Depois do lançamento do primeiro álbum dos Clash, Chimes foi substituído pelo baterista Topper Headon. Inicialmente a banda foi conhecida pela sua visão extremamente esquerdista e pelas roupas que pintavam com slogans revolucionários. O primeiro concerto foi em 1976 como banda de apoio dos Sex Pistols, assinando pouco tempo depois contrato com a CBS Records. O primeiro single, ("White Riot") e o primeiro álbum (The Clash), foram lançados em 1977, alcançando sucesso considerável no Reino Unido. Apesar disso, a CBS recusou-se a lançá-los nos Estados Unidos, fazendo-o apenas dois anos depois.
The Clash é um álbum de punk rock seminal. A maioria das canções são malhas de 2-3 minutos, mas as composições e melodias superiores destacaram Strummer e Jones entre a maioria dos seus contemporâneos. Neste álbum destaca-se a primeira evidência de uma das marcas dos Clash, que se repetiria por toda a carreira da banda, que passa por absorver um estilo musical ou determinados elementos externos ao punk e dar-lhe uma atmosfera própria, como é o caso da versão do clássico do reggae “Police and Thieves”.
O álbum seguinte, Give ‘Em Enough Rope, o primeiro álbum dos Clash lançado nos E.U.A, foi o primeiro com a total contribuição de Topper Headon. Rope foi lançado em 1978, alcançando a segunda posição no top britânico, mas fracassando como sucesso comercial nos Estados Unidos. Para divulgá-lo a banda organizou uma digressão norte-americana em 1979. O primeiro álbum “The Clash”, só sairia ali em Julho de 1979, então em versão drasticamente revista e editada.
O sucesso de crítica e de vendas dos Clash nos Estados Unidos veio com ‘’London Calling’’, um álbum duplo lançado em 1979 (pelo preço de um simples, por exigência da banda). Além do punk, o álbum apresentava uma gama variada de estilos, incluindo o rockabilly e o reggae.
A seguir veio ‘’Sandinista!”, álbum triplo pelo preço de um duplo, lançado no final de 1980. A banda continuou a usar a fusão com o reggae e o dub, expandindo-se em direcção a outras técnicas de produção e estilos musicais, que incluíam jazz e hip-hop. O resultado confundiu os novos fãs e as vendas caíram, embora nos E.U.A. as vendas subissem. Depois do lançamento de ‘’Sandinista!’’, os Clash iniciaram a sua primeira digressão mundial, visitando países da Ásia e da Oceânia.
Em 1982, a banda lançou o mais vendido dos seus álbuns, ‘’Combat Rock’’, que contém os sucessos “Rock The Casbah” e “Should I Stay Or Should I Go?”.



Tensões e dissolução

As tensões no seio da banda passaram despercebidas com o sucesso de ‘’Combat Rock’’, mas depois deste álbum os Clash começaram lentamente a desintegrar-se. Topper Headon foi demitido devido a problemas com drogas, e o baterista original da banda, Terry Chimes, foi chamado de volta para a digressão seguinte. Depois da tour ‘’Combat Rock’’ de 1982, Chimes saiu da banda, convencido de que o grupo não duraria muito tempo com todas as brigas e desentendimentos. Em 1983, depois de uma longa procura por um novo baterista, Pete Howard foi recrutado e tocou com a formação original em alguns concertos nos Estados Unidos.
Em Setembro de 1983, Strummer e Simonon expulsaram Jones da banda, citando o seu comportamento problemático e divergências musicais. Depois de uma série de testes, a banda contratou Nick Shepperd e Vince White, ambos com 23 anos, como novos guitarristas. Eles voltaram a apresentar-se em Janeiro de 1984, e no final do mesmo ano anunciaram que um novo disco estava a caminho.
As sessões de gravação deste novo álbum foram decepcionantes, com o empresário Bernie Rhodes a recusar o talento considerável de Howard em favor de uma bateria electrónica, alterando drasticamente os arranjos das canções e baseando o som da banda em sintetizadores.
Desiludidos com o álbum, Strummer levou os Clash a viajar pela Inglaterra e Escócia, tocando de graça em bares. A banda deu os últimos concertos em 1985. Enquanto isso, ‘’Cut The Crap’’ era lançado, sendo bombardeado pelas críticas e sofrendo vendas muito baixas.
Assim como a maioria das primeiras bandas punk, os Clash protestavam contra a monarquia e a aristocracia, tanto no Reino Unido como no resto do mundo. Mas ao contrário dessas primeiras bandas punk, os Clash rejeitaram o sentimento dominante de niilismo e anarquismo. Ao invés, associaram-se a diversos movimentos de libertação da época. A sua visão política era expressava-se explicitamente nos versos das canções, como em “White Riot”, que encorajava jovens brancos a entrarem para organizações libertárias de negros.
Em 1977, durante um concerto da ‘’Love Music Hate Racism’’, organizada pela Liga Anti-Nazismo, Joe Strummer vestiu uma polémica camisa com as palavras ‘’Brigate Rosse’’ e o emblema da facção Baader-Meinhof estampadas no centro. Ele declarou posteriormente que usou a camisa não para apoiar os terroristas, mas para chamar atenção à sua existência. Ainda assim, arrependeu-se depois do concerto, o que o levou a compor a canção “Tommy Gun”, renunciando à violência como um meio de protesto.
Os Clash também apoiavam o IRA, o PLO e, posteriormente, o Sandinismo, entre outros movimentos marxistas da América Latina, além de estarem envolvidos directamente com a polémica Liga Anti-Nazismo e o Rock Against Racism.


Discografia:

Álbuns de estúdio:

The Clash (1977)
Give 'Em Enough Rope (1978)
London Calling (1979)
Black Market Clash (1980) (compilação de lados-B)
Sandinista! (1980)
Combat Rock (1982)
Cut the Crap (1985)

Compilações:

The Story of the Clash, Volume 1, 1988
Clash on Broadway, 1991
The Singles, 1991
Super Black Market Clash, 1980
From Here to Eternity: Live, 1999 (gravações ao vivo de 1978 a 1982),
The Essential Clash, 2003
London Calling: 25th Anniversary Legacy Edition, 2004 (versão expandida com gravações de ensaios e um DVD com o making of do álbum)
The Clash,The Singles 2007

Integrantes:

Joe Strummer – vocalista, guitarra
Mick Jones – vocais, guitarra
Paul Simonon - baixo
Topper Headon - bateria

Outros integrantes:

Nick Sheppard
Keith Levene
Pete Howard
Terry Chimes
Vince White
Rob Harper


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Richard Wright
















Richard William Wright, conhecido artisticamente por Rick Wright (Londres, 28 de Julho de 1943 - Londres, 15 de Setembro de 2008), foi o teclista da banda de rock progressivo Pink Floyd.
Entrou para a escola particular Harberdashers, e aos 17 anos foi para a Escola de Arquitetura. Lá conheceu o baixista Roger Waters e o baterista Nick Mason. Fizeram um grupo na faculdade juntamente com o guitarrista e vocalista Syd Barrett.
O único nascido em Londres entre os integrantes do Pink Floyd, Richard Wright sempre foi o terceiro compositor e vocalista do grupo, tal como como George Harrison nos Beatles e John Entwistle nos The Who.
Como compositor, Wright contribuía com duas ou três músicas por álbum, ou colaborava na estruturação de obras coletivas como "Echoes" ou "Time". Dark Side of the Moon (1973) representa seu ápice no Pink Floyd: os teclados equiparam-se à guitarra de Gilmour, e cinco das dez músicas são de sua autoria. Em Wish You Were Here (1975), onde seus teclados estão omnipresentes, Wright trouxe grandes contribuições para o álbum, sobretudo na faixa "Shine on you crazy diamond".
A partir do disco Animals (1977) iniciou-se o processo de domínio dos Pink Floyd por Roger Waters, apesar de neste disco Rick Wright ter realizado um competente trabalho no comando dos teclados da banda.
O sucesso começou a afectar as relações pessoais dentro do grupo. Trabalhos a solo eram uma alternativa para os demais integrantes da banda e Wright realizou Wet Dream em 1978, acompanhado por Mel Collins (sax), Snowy Whithe (guitarra), Larry Steele (baixo) e Reg Isadore (bateria).
Quando os Floyd começaram a gravar The Wall, em 1979, Roger Waters tinha assumido o total controlo da banda. Rick Wright foi afastado do processo de criação e concepção, o que culminou com sua expulsão da banda durante as gravações de The Wall, apesar de mais tarde participar nos concertos..
Depois da saída dos Pink Floyd, Wright juntou-se com Dave Harris no grupo chamado "Zee" e gravaram "Identity" em 1984.
O retorno de Wright aos Pink Floyd deu-se em 1987, nas gravações de A Momentary Lapse Of Reason. Ele chegou no meio das gravações, ocasião em que não trouxe contribuição relevante para o álbum, mas participou da digressão mundial de promoção do disco.
Já em The Division Bell, Rick Wright voltou a participar activamente do processo criativo, retomando-se a cooperação colectiva que se havia perdido nos anos 70. Wright é co-autor de "Wearing The Inside Out" com Anthony Moore e das músicas "Cluster One", "What Do You Want From Me", "Marooned", e "Keep Talking" com David Gilmour.
Em 1996 Rick Wright lançou seu terceiro álbum, Broken China, gravada no estúdio da sua casa na França. Foi o próprio Wright a produzir o disco, juntamente com Anthony Moore, que também escreveu as letras.
Apesar do papel coadjuvante, é quase consenso entre antigos fãs que os teclados de Richard Wright eram elemento fundamental para a constituição do som dos Pink Floyd.
Morreu em sua casa em Londres, a 15 de Setembro de 2008, a informação foi revelada por um porta-voz do grupo, e em seguida, divulgada expressamente do web-site da banda. Wright estava com 65 anos e sofria de cancro.

Opinião: Pessoalmente, penso que se trata de uma perda para o imaginário de qualquer fã ou seguidor do trabalho dos Pink Floyd, e porque não, do imaginário colectivo da cena musical mundial. Morre um dos integrantes de uma das maiores bandas de sempre, e que influenciará para sempre a vida de quem seguir o seu trabalho. Mas a vida é assim…

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Morreu Rick Wright (à esquerda), teclista dos Pink Floyd.

O músico formou os Pink Floyd em 1965, com Nick Mason, Roger Waters e o falecido Syd Barrett

Apesar de ter deixado a formação em 1979, durante as gravações de The Wall , Rick Wright regressaria após a saída de Roger Waters, para The Division Bell , de 1994 e, mais recentemente, para a actuação dos Pink Floyd, no Live 8 em 2005, ao lado de David Gilmour e Nick Mason.

JOY DIVISION

Na década de 70 a Inglaterra foi invadida pelo movimento Punk. A atitude ousada da juventude que se manifestava socialmente, ocupou espaço principalmente na música. Ao olharem para as grandes bandas do momento, com grandes produções, bandas de estádio como Genesis, Kiss, Pink Floyd, entre outras, qualquer jovem aspirante a músico pensaria que isso seria muito difícil lá chegar. Porém, do nada, bandas como Sex Pistols e The Clash invadiram o cenário e proclamaram uma nova era musical; onde a técnica e o refinamento ficaram legados ao segundo plano, e a postura social foi a principal propulsão. Esta atitude mudou a maneira de pensar das novas gerações. Frases como Do it yourself (Faça você mesmo) ou No Future (crítica social) tornaram-se lemas. Nesta cena de revolução juvenil, surgiu o Joy Division.

No dia 9 de Dezembro de 1976, os três amigos Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (contra-baixo) e Terry Mason (bateria), subiram ao palco para uma apresentação ao vivo. Porém, a repercussão não foi muito boa, segundo a revista local Sounds.

A formação da banda que nascia, seria completada quando um quarto jovem chamado Ian Curtis respondeu ao anúncio de jornal de Bernard, procurando por um vocalista. Ian, que era visto usando jeans com a palavra Ódio escrita, foi aceite sem ter sido submetido a nenhum tipo de teste, e ingressou nos Warsaw (Varsóvia), nome inspirado em uma música de David Bowie. Pouco tempo depois, o baterista Terry abandonou a condição de músico e tornou-se uma espécie de empresário da banda. Tony Tabac foi chamado para substituí-lo. Sem ao menos ter realizado um ensaio, o novo baterista participou numa apresentação na casa Electric Circus, em Manchester, no dia 29 de Maio de 1977. Após pouco mais de um mês, Tony foi excluído por não demonstrar interesse. Desta vez, o substituto foi Steve Brotherdale, que apesar de ser um bom músico, não se enquadrou no estilo da banda. Brotherdale ainda fez um convite para Ian se mudar para uma outra banda denominada Panik, mas Ian recusou. O baterista definitivo assumiu poucos dias depois: Stephen Morris, que foi o único a responder a um anúncio colocado numa loja de discos. Assim, finalmente os Warsaw encontraram a sua formação.

No decorrer do ano de 1977, a banda fez apresentações esporádicas em Manchester e seus arredores. A Electric Circus estava encerrando suas atividades, e foram agendados dois festivais para a despedida. A banda participou do segundo e teve a faixa At A Latter Date, que foi gravada ao vivo, incluída na coletânea Short Circuit - Live At The Electric Circus. Infelizmente, eles foram lembrados apenas porque no início da música, Bernard gritou: "Todos vocês esqueceram Rudolf Hess!". Naquela época, o ex-carrasco nazista, com 80 anos, estava preso e sendo fortemente vigiado. Este fato colaborou para que no futuro, a banda fosse rotulada como nazista.

Em Dezembro, os Warsaw entraram no Penine Studio para a gravação de quatro faixas lançadas em junho do ano seguinte na EP independente An Ideal For Living. Nesta época, descobriram que havia um grupo londrino de Heavy Metal denominado Warsaw Pakt. Para evitar confusões, os Warsaw passaram a chamar-se Joy Division, seguindo a sugestão de Ian Curtis. Este nome foi extraído do livro The House Of Dolls, que descrevia os horrores do nazismo, e significa Divisões do Prazer: alojamentos destinados às mulheres judias que eram obrigadas a se prostituir nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

A primeira apresentação como Joy Division ocorreu no dia 25 de Janeiro de 1978, na Pip's Disco, em Manchester. No dia 14 de Abril, a banda participou de um festival onde o vencedor teria um contrato com a gravadora Stiff. Entre as dezessete bandas, os Joy Division foram a última a tocar. Não venceram, mas chamaram a atenção de Tony Wilson, apresentador de um programa de TV, e de Rob Gretton, que tornou-se o empresário.

Nos dias 3 e 4 de Maio, gravaram 11 faixas que comporiam o álbum de estréia da banda pela RCA. Mas nunca chegou a ser lançado oficialmente, pois os integrantes não gostaram da produção musical e dos sintetizadores adicionados posteriormente. Este disco foi disponibilizado apenas em versões clandestinas, ainda com o nome de Warsaw, e encontra-se as primeiras versões de Transmission e Shadowplay, faixas que futuramente se tornariam clássicas. Segundo Peter Hook: "Havia de repente uma diferença marcante entre as músicas". Assim, as faixas compostas após a gravação daquele álbum eram muito superiores.

Alguns eventos promovidos por Tony Wilson em Manchester, contaram com a participação dos Joy Division. A banda também participou de uma coletânea intitulada A Factory Sample da gravadora de Wilson, contribuindo com duas faixas: Digital e Glass. A partir deste momento, o produtor Martin Hannett passou a trabalhar com a banda, extraindo a musicalidade sombria que os integrantes almejavam.

A primeira apresentação em Londres, ocorreu no dia 27 de Dezembro de 1978. Em janeiro do ano seguinte, gravaram quatro faixas para a emissora BBC, e foram capa da revista New Musical Express, atraindo a atenção do público inglês.


O disco de estreia não poderia tardar. Em Abril de 1979 foi gravado Unknown Pleasures em apenas quatro dias e meio, e lançado em Junho. A ousada produção de Martin Hanett e o talento dos jovens músicos, fizeram com que a banda fosse aclamada pela crítica. Assim, o Unknown Pleasures que trazia vários efeitos de estúdio como o som de vidros se partindo; além de bateria e baixo em primeiro plano, foi considerado um dos melhores álbuns de estreia de todos os tempos.

A banda se apresentava em palcos com pouca ou nenhuma iluminação. Nas letras e na interpretação, Ian Curtis abusava da expressão trágica e desesperadora. Assim, eles conquistaram um grupo fiel de admiradores que se identificavam com esse aspecto sombrio. As turnés iniciaram. Os jovens de França, Alemanha, Bélgica e Holanda viram de perto a lenda Joy Division, em 1979.

Em 1980, foi lançado um compacto de sete faixas com um número limitado de 1578 cópias. Com a produção impecável de Martin Hannett, o segundo álbum foi gravado em Março do mesmo ano em 12 dias. Os teclados foram o destaque deste disco que teve a bateria e os vocais gravados numa abóbada de estuque, especialmente desenvolvida para criar uma atmosfera lúgubre.

Nos meses seguintes, várias apresentações foram canceladas devido a má saúde de Ian. A epilepsia tornava-se intensa e os ataques ocorriam no palco. Uma turnê americana de três semanas nem chegou a iniciar. No dia 18 de Maio, Ian Curtis foi encontrado morto em sua casa, enforcado.

O compacto Love Will Tear Us Apart foi lançado em Maio e colocou a banda pela primeira vez no Top 20 britânico e foi escolhido como o compacto da semana na New Musical Express. O álbum Closer lançado no mês seguinte chegou a atingir a sexta colocação na parada britânica. O álbum Still de 1981, trazia apenas refugo do estúdio e o último concerto do grupo. Desde então, inúmeras compilações foram lançadas e integradas à discografia da banda. Os restantes elementos prosseguiram como New Order, e se estabeleceram como um dos mais importantes grupos dos anos 80. Porém, os Joy Division ainda são uma lenda do Rock mundial. Ian e seus companheiros são cultuados como verdadeiros símbolos de uma juventude angustiada que encontrou abrigo e tornou-se órfã com os Joy Division.


Integrantes:

Ian Curtis - Vocais

Peter Hook – Baixo

Stephen Morris - Bateria

Bernard Sumner- Guitarra e Teclado

Outros integrantes:

Steve Brotherdale - Bateria

Terry Mason - Bateria

Tony Tabac - Bateria

Álbuns de Estúdio:

1979 - Unknown Pleasures

1980 - Closer

Compilações:

1981 -Still

1988 - Substance

1990 – The Peel Sessions

1994 - Warsaw

1995 - Permanent

1997 - Heart and Soul

2001 – Fractured Box

2003 – Re-Fractured Box

2007 - Martin Hannett's Personal Mixes

2008 - The Best of Joy Division

Álbuns ao vivo:

1999 - Preston Warehouse

2000 - Joy Division The Complete BBC Recordings

2001 - Les Bains Douches

2007 - Let The Movie Begin

Eps:

1978 - An Ideal for Living

1986 - The Peel Sessions (vol1) – EP ao vivo

1987 -The Peel Sessions (vol2) – EP ao vivo

Singles:

1979 - Transmission

1980 - Licht und Blindheit (Atmosphere)

Komakino

Love Will Tear Us Apart

Atmosphere/She's Lost Control

1988 Atmosphere ('88 reissue)

1995 Love Will Tear Us Apart ('95 reissue)

2007 Love Will Tear Us Apart ('07 reissue)

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Olá! Hoje começo a escrever no meu blogue। Espero que gostem e acompanhem। Vou falar sobre música em geral, vou mostrar aqui as bandas que mais me agradam, e um pouco da sua biografia. Neste momento ando a ouvir muita música da cena de Madchester, movimento musical oriundo de Manchester, do qual irei falar qualquer dia. Por isso, a primeira banda que aqui apresento vem de Manchester. Até à próxima!