domingo, 24 de março de 2013

* Diário de um bom malandro * # 4 #

 
Mais do que falar em estilos musicais, galgados e espremidos, ficam-me das já centenas de concertos, imagens, cheiros, momentos, sensações e.... vozes.... Esta, recente, foi das que mais me marcou.... Nunca mais serei um adepto do Flamenco, mas vivi-o por duas horas.... E que bonito que foi.... Diego El Cigala






quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

* Diário de um bom malandro * # 3 #


Depois da epopeia carnavalesca, nada melhor que uns dias em casa, a saborear o conforto do lar. Quer dizer, se houvesse um pouco mais de dinheiro, pensava-se em outros voos.... enfim, como alguém disse há uns dias, férias à pelintra também são férias, e aproveitá-las sem dramatizar, aproveitando para avançar noutras direcções....não deixa de ser muito rock and roll....

Continuo sem saber quem levou o caneco do Carnaval 2013, e não consegui encontrar ninguém a quem perguntar. Bem, pelo menos no Facebook.... Por enquanto, apenas suspeito que tenho a certeza de quem não ganhou.......

É sempre bom juntarmos uma série de coisas ao pé de nós, daquelas que nos fazem bem, nos estimulam, e passar tempo com elas, usá-las, explorá-las. Imaginem a seguinte fórmula: 1 cobertor + Livro Amália - Autobiografia + disco "Holy Fire" dos Foals e também algumas canções de Father John Misty + transmissão em directo pela Antena 3 do concerto de Nick Cave and The Bad Seeds em Berlim, de apresentação de "Push the sky away" + um cházinho quentinho de camomila + uma pitada de futebol na televisão, Real Madrid vs Manchester United + alguns cafés (opcional).

Nada mau...E tudo isto funciona como um aconchego, um exemplo de "dia completo", ou "dia em cheio", embora se pudessem inumerar variadíssimos outros exemplos...


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

* Diário de um bom malandro * # 2 #


Claro que a vida não é só feita de rockalhadas, e embora o Carnaval seja oficialmente só Domingo e Terça, oficiosamente ele já cá está. E isso não deixa de ser uma boa notícia, mesmo para mim, que não lido bem com doses industriais de batucadas. Mas o que é certo, é que aprecio ver muita gente na rua. E isso agrada-me. Esta é a altura em que (quase) todos aparecem, mesmo aqueles em quem só pomos os olhos em cima nos dias e noites de Carnaval, de sexta a terça, e que, talvez por isso, pensamos quase sempre estarem mais gordos, ou mais magros, ou diferentes, simplesmente. A verdade, pelo menos para mim, é que no resto do ano, com raras excepções, a movida da minha terrinha não alimenta muito nem estimula o coração e a cabeça destas mesmas pessoas, para que apareçam regularmente. Mas pronto, há quem diga que é só por causa da falta de dinheiro....São opiniões....

Mas aí está, a música a unir o povo....e a fazê-lo sair à rua...

Enfim, o que interessa é que o Carnaval está na cidade. Vamos celebrá-lo....cada um à sua maneira...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

* Diário de um bom malandro * # 1 #

Há uns tempos fui beber um copo com um amigo, a um sítio muito frequentado aqui na terra. Nada de novo. Aliás, nada mesmo... Muita gente, a "loucura" completa (ou talvez não), corpos abanando-se ao som da "conversa de sempre" (não gosto de referir nomes, muito menos Samba e  Kizomba).

Até que, a certa altura, reparei que se encontrava na sala um sujeito caricato, completamante embriagado. Ao ver que olhava para ele, o sujeito dirigiu-se para perto de mim. Pensei logo "este gajo quer conversa", mas mantive-me no mesmo sítio. O fulano chega-se ao pé de mim e grita-me ao ouvido: "Que merda é esta? Onde é que está o Roquenrole! Não há Roquenrole nesta terra?"

Já não me lembro o que lhe respondi, mas o que é certo é que dei por mim a pensar que já por diversas vezes tinha feito a mim mesmo e a mais alguém essa mesma interrogação.... e esta situação veio mostrar-me como por vezes, mesmo alguém que parece não estar na posse das suas totais faculdades, consegue ver uma coisa que parece passar ao lado de muita gente...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

* Dias de Porto * Esta depressão que me anima *




"Dead Combo, relojoeiros do som e claro, a Orquestra. Dead Combo é dor, prazer, orgasmo e sensualidade. É gangster e cowboy. É Nápoles e Lisboa. É cravo, G3 e faca do mato. É jindungo e ginginha. É música e cinema. É viagem e quarto escuro. É vida e morte. É carne e sangue. É serão em casa, noite de copos ou noite de sexo. Engate ou desgosto de amor. Contenção ou delírio. O pico do Evereste. Ou um dos picos. As músicas que a cidade contém. "
             
 em:
 Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras * Noites Ritual * Porto * 31/8/12